O que é chargeback? Entenda os riscos e como evitar no seu negócio

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O chargeback ocorre quando uma venda é contestada e o valor pago é devolvido ao cliente, geralmente por fraude, erro na transação ou desacordo. Para evitar prejuízos, valide a identidade do cliente, use de sistemas antifraude, tenha políticas de cancelamento e emita notas fiscais. Saiba mais!

O chargeback é uma das principais preocupações de lojistas que operam no comércio eletrônico e em lojas físicas. Essa prática, que ocorre quando o cliente contesta uma transação, pode causar prejuízos financeiros e impactar diretamente a credibilidade do negócio. Saber o que é chargeback, como funciona e como evitá-lo é essencial para reduzir riscos.

Além de comprometer o fluxo de caixa, lidar com vendas contestadas exige tempo e recursos, tornando-se um desafio para empresas que não estão preparadas. Neste conteúdo, vamos explorar como proteger o seu negócio, evitando problemas relacionados ao cancelamento da venda com estorno de valores e implementando práticas eficazes de prevenção.

O que é chargeback?

O chargeback é um processo que permite ao titular de um cartão de crédito ou débito contestar uma transação considerada fraudulenta ou inadequada. Essa contestação resulta no cancelamento da venda com estorno de valores diretamente ao consumidor, muitas vezes sem aviso prévio ao lojista.

Diferente de um estorno simples, o chargeback envolve a participação da operadora do cartão e segue regras específicas. Para entender o que é chargeback, é importante considerar que ele é um direito do consumidor e, ao mesmo tempo, um risco para o vendedor, especialmente em casos de compras contestadas sem fundamento sólido.

Leia também: Evite Fraudes na Operação de Crediário

Como funciona o chargeback?

O processo de chargeback começa quando o cliente identifica uma transação que deseja contestar. Ele entra em contato com a administradora do cartão, que analisa a solicitação e, caso considere válida, reverte a cobrança, realizando o cancelamento da venda com estorno de valores.

A empresa vendedora é notificada e pode apresentar evidências para contestar a ação. Contudo, sem documentação ou práticas de prevenção, lidar com compras contestadas pode se tornar um processo desgastante e caro, especialmente em disputas que chegam à arbitragem.

Quais motivos para o chargeback acontecer

O chargeback pode ocorrer por diferentes razões, sendo as mais comuns fraudes, erros no processamento do pagamento, e insatisfação do cliente com o produto ou serviço. Outro motivo frequente é o direito de arrependimento, garantido por lei em transações feitas à distância.

Fatores como falhas na comunicação com o cliente, ausência de comprovação de entrega e até vendas contestadas indevidamente podem desencadear o processo. Além de saber como lidar com compras contestadas de forma eficiente, é fundamental identificar e minimizar esses riscos.

Qual a diferença entre chargeback, estorno e reembolso?

Embora pareçam similares, chargeback, estorno e reembolso são situações diferentes. O estorno ocorre quando o vendedor concorda em devolver o valor ao cliente de forma espontânea, enquanto o reembolso é um acordo direto entre as partes, sem a intervenção de terceiros.

Já o chargeback envolve a operadora do cartão e costuma ser iniciado unilateralmente pelo cliente, sendo uma ferramenta para lidar com compras contestadas. Entender essa diferença ajuda a adotar medidas preventivas e a lidar de maneira adequada com cada situação.

Chargeback x Direito de Arrependimento

O direito de arrependimento permite ao consumidor desistir de uma compra feita fora do estabelecimento comercial em até sete dias, conforme o  artigo 49 do Código de Defesa do Consumidor. 

Enquanto o direito de arrependimento é garantido por lei, válido para compras realizadas fora do estabelecimento comercial e exige a devolução do produto em condições adequadas, o chargeback pode ser solicitado em qualquer situação de vendas contestadas, incluindo fraudes ou cobranças indevidas. 

Veja também: Fidelizando o cliente bom pagador: estratégias eficazes

De quem é a responsabilidade pelo chargeback?

A responsabilidade pelo chargeback não é definida de forma automática, pois depende de análise específica de cada caso. Quando ocorre a contestação, o titular do cartão informa o emissor, que deve oferecer ao lojista ou ao intermediador de pagamento a oportunidade de apresentar defesa e comprovar a legitimidade da transação.

Caso exista um intermediador no processo, como gateways de pagamento, a responsabilidade pode recair sobre ele, desde que o lojista consiga demonstrar que realizou a venda ou prestou o serviço conforme acordado. Assim, fatores como conduta ilícita, nexo causal e comprovação de danos são essenciais para determinar quem deve arcar com o prejuízo.

Vender no crediário pode ser a melhor alternativa para evitar golpes e se livrar de vez do tão temido chargeback. Se você não deseja diminuir suas vendas no cartão, você pode reduzir os riscos de chargeback utilizando uma ferramenta de análise de risco

Como o chargeback pode trazer riscos para o negócio?

O chargeback pode comprometer o fluxo de caixa, gerar custos adicionais e até prejudicar a reputação do negócio junto às operadoras de cartão. Uma alta taxa de vendas contestadas pode resultar em restrições e penalidades para o lojista.

Além disso, o tempo investido para resolver disputas pode desviar recursos de outras áreas do negócio. Saber como evitar chargeback com práticas preventivas e formas de pagamento seguras como o crediário é essencial para manter a operação eficiente. Se ainda assim algum cliente ficar inadimplente é possível “correr atrás do prejuízo” e tomar as devidas ações de cobrança.

Dicas para evitar problemas com o chargeback no seu negócio

O chargeback pode ser uma dor de cabeça para lojistas, mas existem estratégias práticas para minimizar riscos e evitar prejuízos financeiros. Adotar medidas preventivas, como reforçar a segurança nas transações e estabelecer processos claros, é essencial para reduzir as chances de compras contestadas e fortalecer a defesa em caso de disputas. Confira algumas dicas indispensáveis:

Peça documentos que comprovem a identidade do titular do cartão

Em transações consideradas suspeitas, solicitar um documento de identidade do titular do cartão é uma maneira eficiente de evitar fraudes. Esse cuidado ajuda a garantir que a transação foi autorizada pelo cliente e fornece evidências valiosas para contestar possíveis vendas contestadas. Solicite também o número do CPF do cliente, o seu número de IP e endereço de e-mail (no caso de lojas virtuais).

Faça cadastro do cliente, se possível

Registrar informações detalhadas dos clientes, como nome completo, endereço e dados de contato, cria um histórico confiável de transações. Esse cadastro não apenas auxilia na validação das vendas, mas também facilita a comunicação em casos de dúvida, reduzindo a probabilidade de cancelamento com estorno de valores.

Confira: Cadastro, análise de crédito e cobrança: as 3 etapas do crediário

Defina políticas de cancelamento

Políticas claras e acessíveis de cancelamento e reembolso são fundamentais para evitar mal-entendidos com os consumidores. Inclua essas informações nos termos de uso do site ou no contrato de venda, especificando prazos e condições. Essa transparência reduz a chance de contestação e fortalece a credibilidade do negócio.

Manuseie as maquininhas de cartão com segurança

Treinar sua equipe para operar as maquininhas de cartão corretamente evita problemas como cobranças duplicadas ou transações não autorizadas. Esses erros técnicos podem resultar em compras contestadas, prejudicando tanto a experiência do cliente quanto as finanças do lojista.

Emita nota fiscal dos pedidos

A nota fiscal é um dos documentos mais importantes para comprovar a legitimidade de uma venda. Além de ser uma exigência legal, ela serve como evidência em casos de disputa, demonstrando que o produto ou serviço foi devidamente entregue ou prestado. Aposte em um sistema automatizado que emita e envie a nota fiscal por e-mail ao cliente imediatamente após a compra.

O que fazer caso o chargeback aconteça?

Quando um chargeback ocorre, agir rapidamente e de forma estratégica é essencial para minimizar os impactos financeiros e proteger o relacionamento com o cliente.

Assim que for notificado, revise cuidadosamente as informações fornecidas pelo emissor do cartão. Identifique o motivo da contestação e verifique se há inconsistências na transação. Compreender o caso é o primeiro passo para construir uma defesa eficaz contra o calote.

Reúna documentos que comprovem a legitimidade da venda, como notas fiscais, comprovantes de entrega, capturas de tela do pedido e registros de comunicação com o cliente. Se possível, tente resolver o problema diretamente com o consumidor antes de avançar para disputas formais. 

Os emissores de cartões fornecem um prazo para que o lojista apresente sua defesa. Certifique-se de cumprir esse limite e envie todas as evidências organizadas e de forma clara. Uma resposta rápida e bem estruturada aumenta as chances de reverter o chargeback.

Quais são os ciclos do chargeback?

1° chargeback

O primeiro ciclo começa com a contestação do cliente. A administradora do cartão notifica o lojista, que tem a oportunidade de apresentar evidências para reverter o processo.

2° chargeback

Caso as evidências sejam insuficientes, ocorre um segundo ciclo, onde a operadora reavalia a situação. Nesse momento, o impacto financeiro para o lojista pode ser definitivo.

Arbitragem

Se o impasse persistir, o caso pode ir para arbitragem, onde uma decisão final é tomada por terceiros. Essa etapa é custosa e geralmente desfavorável ao lojista.

Cobrança amigável

Antes de iniciar um chargeback, tente resolver o problema diretamente com o cliente. Essa abordagem pode evitar custos adicionais e preservar a relação comercial.

O crediário é uma alternativa segura para garantir vendas com menor risco de chargeback. Com um sistema robusto, como o oferecido pelo Meu Crediário, sua empresa pode trabalhar de forma mais estratégica e segura.

O cadastro detalhado de clientes permite analisar o score de crédito e definir limites e condições de parcelamento que atendam tanto ao perfil do consumidor quanto à saúde financeira do seu negócio. Além disso, o registro de vendas em carnês e o controle automatizado de pagamentos garantem organização.

Com relatórios financeiros claros sobre inadimplência e uma gestão simplificada, você pode reduzir os riscos, aumentar a previsibilidade do fluxo de caixa e oferecer uma experiência de compra confiável e acessível. O crediário é a solução ideal para quem busca segurança nas vendas e fidelização dos clientes!

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JEISON SCHNEIDER

CEO do Meu Crediário e Especialista em Gestão de Crediário Próprio

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