Cartão private label, co-branded e crediário com carnê: entenda a diferença

Há alguns anos, o varejo brasileiro presenciou uma grande migração de lojas buscando alternativas ao crediário próprio. Muitas deixaram de vender no carnê para adotar o cartão private label ou mesmo o modelo co-branded.

Hoje percebemos grande parte desses lojistas fazendo o caminho inverso, ou seja, voltando para o crediário próprio!

É claro que existe uma boa explicação para isso.

E neste artigo eu quero compartilhá-la com você.

Mas antes de prosseguir com a leitura, que tal dar uma olhada neste vídeo que gravei para o nosso canal no YouTube? Ele resume de forma bem prática alguns tópicos que vamos abordar mais adiante:

 

Gostou do vídeo? Já deu um like e assinou o nosso canal?

Ok. Então vamos falar um pouco mais sobre as diferenças entre cartão private label, co-branded e crediário próprio.

Em primeiro lugar, precisamos entender como funciona cada um desses modelos de pagamento:

O que é cartão private label?

Popularmente conhecido como cartão de loja, o private label é um cartão de crédito emitido por um varejista e que pode ser usado apenas para parcelar compras na sua rede de lojas.

Da mesma forma que no crediário próprio, no modelo private label o lojista assume todos os riscos e custos da operação.

A principal diferença é que a maioria das lojas que vendem nesse modelo permitem o pagamento das prestações no banco, por meio de boleto bancário.

Além disso, o cartão private label funciona com um crédito pré-aprovado que é revisado em longos períodos de tempo, aumentando o risco de inadimplência para a loja.

cartão de loja private label

Atenção especial ao trabalhar com private label!

Recomendo aos lojistas muito cuidado na hora de escolher uma solução de software para gerenciar seu cartão.

É importante deixar bem claro no contrato quem é o proprietário das informações que serão geradas no sistema: se a empresa de software ou a loja.

Caso contrário, em uma eventual quebra de contrato você pode estar ajudando terceiros a construir uma rica base de dados e acabar ficando sem nada!

O que é cartão co-branded?

O modelo co-branded é basicamente o mesmo cartão de loja, mas com algumas diferenças importantes em comparação com o private label:

  1. O cartão co-branded leva a bandeira de uma instituição financeira (Mastercard, Visa, etc).
  2. Os custos com análise de crédito, a definição dos limites e o risco de inadimplência são todos de responsabilidade do banco.
  3. O cliente pode usar o cartão para comprar em outras lojas que trabalhem com a mesma bandeira.

Eu, particularmente, sou contrário a este tipo de negócio.

Quer saber por quê?

Dê uma olhada nesse gráfico:

cartão de loja co-branded

Imagine tudo o que você investiu em marketing e estratégia para captar um cliente e fazê-lo contratar o cartão de crédito da sua loja.

Agora pense que as lojas ao seu redor também podem vender para este mesmo cliente que agora tem um limite de crédito pré-aprovado para gastar com seus concorrentes.

Me parece haver modelos bem melhores para vender a prazo.

O que é crediário próprio?

O crediário próprio no carnê é basicamente um modelo de vendas a prazo que faz o consumidor voltar regularmente à loja para fazer o pagamento das parcelas.

Assim como no cartão private label, todo o risco de crédito fica por conta do varejista.

A principal diferença é que no crediário próprio não há crédito pré-aprovado.

Ou seja:

A análise de crédito deve ser feita em TODAS as vendas, para TODOS os clientes, o que acaba reduzindo consideravelmente os riscos da operação.

Muitos dizem que o desafio do crediário é lidar com os altos índices de inadimplência.

Mas eu falo com propriedade que isso não é verdade.

O principal desafio do lojista é entender que a engrenagem principal do crediário é a análise de crédito.

Quando a análise estiver em primeiro lugar, a inadimplência passa a ser uma variável secundária e controlável.

O crediário próprio funciona melhor em que tipo de loja?

Trabalho há alguns anos na área e uma coisa posso dizer com propriedade:

Vender no crediário próprio é um bom negócio para qualquer tipo de loja!

Conheço redes dos mais variados tamanhos e segmentos que aprenderam a transformar o crediário na sua principal fonte de lucratividade.

São grandes magazines como Lojas Salfer, Ricardo Eletro, Casas Bahia, Ponto Frio, Berlanda e Simonetti.

Ou então redes regionais de vestuário e calçados, como Lojas Aby’s, Dullius, Modazine, Monjuá (antes 3 Passos).

E por aí vai…

De norte a sul do país o crediário é muito forte e com grande percepção de valor por parte do consumidor.

E agora, com o avanço da tecnologia e a popularização da telefonia móvel, até mesmo vendedores autônomos podem oferecer crediário próprio a seus clientes, com crédito aprovado pelo celular na hora da compra.

Qual a principal vantagem do crediário próprio?

Vou ser bem sincero com você:

Se tratamos apenas dos custos da operação, na comparação com o cartão de crédito, o cartão private label ou co-branded, o crediário terá um custo relativamente maior.

Contudo, se analisarmos com profundidade todos os aspectos que envolvem uma venda a prazo, as vantagens do crediário se mostram evidentes.

Mas a grande vantagem é que sua loja consegue transformar em vendas todas as informações que extrair do crediário próprio.

Quando essas mesmas informações estão no sistema do cartão, a estratégia de rentabilizar a carteira de clientes não é da loja e sim da administradora do private label.

Custo do private label vs. custo do cartão de crédito

Tenho notado também que algumas lojas implantaram o cartão private label com o objetivo de migrar o cliente do cartão de crédito para esta nova modalidade de pagamento.

Nesses casos, é preciso entender duas coisas:

  1. Cliente do cartão de crédito é cliente do cartão de crédito! A migração não acontece de forma acentuada.
  2. O cartão de crédito custa caro para o lojista, quando o cliente faz a compra em muitas parcelas.

Quanto a este último item, trata-se de um raciocínio lógico:

O custo da operação aumenta pois, quanto maior for o parcelamento, maior será o risco do cliente não pagar uma das prestações.

Isso também ocorre no crediário próprio e deve ser tomado uma “regra de ouro” para todos que vendem a prazo no varejo:

Quanto maior o parcelamento, maior o risco do cliente ficar inadimplente.

Quando estamos tratando de análise de crédito e taxas de cartão private label é importante entender outra coisa muito importante:

Se você buscar apenas por taxas baixas não terá condições de obter bons resultados de vendas! Isso por que a administradora do cartão terá pouca margem para suportar uma eventual inadimplência.

Rejeição do cartão

Diante das altas taxas de juros cobrados pelas operadoras, o consumidor brasileiro passou a ser muito seletivo na hora de contratar um novo cartão.

Geralmente, a primeira reação dos clientes quando sua loja oferece um cartão de crédito, é de rejeição e dúvida.

“Será que vale a pena?”

Bem… coloque-se no lugar dele:

Quantos cartões de loja você possui?

Quantos destes você realmente usa?

Questiono isso pois o cliente também não gosta de ficar carregando vários cartões “inúteis” na carteira (e nem de pagar várias anuidades).

?

Para encerrar, acho que já ficou clara a diferença entre cartão private label, co-branded e crediário no carnê, não é mesmo?

Então vou fazer uma última provocação:

Você já experimentou perguntar para o seu cliente se ele prefere ter MAIS UM cartão de loja ou a possibilidade de pagar no carnê?

Faça o teste e depois me conte como foi.

Terei o maior prazer em te mostrar como trabalhar com crediário próprio pode ser o grande diferencial para o sucesso do seu negócio.

Um abraço e boas vendas!

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Há alguns anos, o varejo brasileiro presenciou uma grande migração de lojas buscando alternativas ao crediário próprio. Muitas deixaram de vender no carnê para adotar o cartão private label ou mesmo o modelo co-branded.

Hoje percebemos grande parte desses lojistas fazendo o caminho inverso, ou seja, voltando para o crediário próprio!

É claro que existe uma boa explicação para isso.

E neste artigo eu quero compartilhá-la com você.

Mas antes de prosseguir com a leitura, que tal dar uma olhada neste vídeo que gravei para o nosso canal no YouTube? Ele resume de forma bem prática alguns tópicos que vamos abordar mais adiante:

 

Gostou do vídeo? Já deu um like e assinou o nosso canal?

Ok. Então vamos falar um pouco mais sobre as diferenças entre cartão private label, co-branded e crediário próprio.

Em primeiro lugar, precisamos entender como funciona cada um desses modelos de pagamento:

O que é cartão private label?

Popularmente conhecido como cartão de loja, o private label é um cartão de crédito emitido por um varejista e que pode ser usado apenas para parcelar compras na sua rede de lojas.

Da mesma forma que no crediário próprio, no modelo private label o lojista assume todos os riscos e custos da operação.

A principal diferença é que a maioria das lojas que vendem nesse modelo permitem o pagamento das prestações no banco, por meio de boleto bancário.

Além disso, o cartão private label funciona com um crédito pré-aprovado que é revisado em longos períodos de tempo, aumentando o risco de inadimplência para a loja.

cartão de loja private label

Atenção especial ao trabalhar com private label!

Recomendo aos lojistas muito cuidado na hora de escolher uma solução de software para gerenciar seu cartão.

É importante deixar bem claro no contrato quem é o proprietário das informações que serão geradas no sistema: se a empresa de software ou a loja.

Caso contrário, em uma eventual quebra de contrato você pode estar ajudando terceiros a construir uma rica base de dados e acabar ficando sem nada!

O que é cartão co-branded?

O modelo co-branded é basicamente o mesmo cartão de loja, mas com algumas diferenças importantes em comparação com o private label:

  1. O cartão co-branded leva a bandeira de uma instituição financeira (Mastercard, Visa, etc).
  2. Os custos com análise de crédito, a definição dos limites e o risco de inadimplência são todos de responsabilidade do banco.
  3. O cliente pode usar o cartão para comprar em outras lojas que trabalhem com a mesma bandeira.

Eu, particularmente, sou contrário a este tipo de negócio.

Quer saber por quê?

Dê uma olhada nesse gráfico:

cartão de loja co-branded

Imagine tudo o que você investiu em marketing e estratégia para captar um cliente e fazê-lo contratar o cartão de crédito da sua loja.

Agora pense que as lojas ao seu redor também podem vender para este mesmo cliente que agora tem um limite de crédito pré-aprovado para gastar com seus concorrentes.

Me parece haver modelos bem melhores para vender a prazo.

O que é crediário próprio?

O crediário próprio no carnê é basicamente um modelo de vendas a prazo que faz o consumidor voltar regularmente à loja para fazer o pagamento das parcelas.

Assim como no cartão private label, todo o risco de crédito fica por conta do varejista.

A principal diferença é que no crediário próprio não há crédito pré-aprovado.

Ou seja:

A análise de crédito deve ser feita em TODAS as vendas, para TODOS os clientes, o que acaba reduzindo consideravelmente os riscos da operação.

Muitos dizem que o desafio do crediário é lidar com os altos índices de inadimplência.

Mas eu falo com propriedade que isso não é verdade.

O principal desafio do lojista é entender que a engrenagem principal do crediário é a análise de crédito.

Quando a análise estiver em primeiro lugar, a inadimplência passa a ser uma variável secundária e controlável.

O crediário próprio funciona melhor em que tipo de loja?

Trabalho há alguns anos na área e uma coisa posso dizer com propriedade:

Vender no crediário próprio é um bom negócio para qualquer tipo de loja!

Conheço redes dos mais variados tamanhos e segmentos que aprenderam a transformar o crediário na sua principal fonte de lucratividade.

São grandes magazines como Lojas Salfer, Ricardo Eletro, Casas Bahia, Ponto Frio, Berlanda e Simonetti.

Ou então redes regionais de vestuário e calçados, como Lojas Aby’s, Dullius, Modazine, Monjuá (antes 3 Passos).

E por aí vai…

De norte a sul do país o crediário é muito forte e com grande percepção de valor por parte do consumidor.

E agora, com o avanço da tecnologia e a popularização da telefonia móvel, até mesmo vendedores autônomos podem oferecer crediário próprio a seus clientes, com crédito aprovado pelo celular na hora da compra.

Qual a principal vantagem do crediário próprio?

Vou ser bem sincero com você:

Se tratamos apenas dos custos da operação, na comparação com o cartão de crédito, o cartão private label ou co-branded, o crediário terá um custo relativamente maior.

Contudo, se analisarmos com profundidade todos os aspectos que envolvem uma venda a prazo, as vantagens do crediário se mostram evidentes.

Mas a grande vantagem é que sua loja consegue transformar em vendas todas as informações que extrair do crediário próprio.

Quando essas mesmas informações estão no sistema do cartão, a estratégia de rentabilizar a carteira de clientes não é da loja e sim da administradora do private label.

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  1. Cliente do cartão de crédito é cliente do cartão de crédito! A migração não acontece de forma acentuada.
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O custo da operação aumenta pois, quanto maior for o parcelamento, maior será o risco do cliente não pagar uma das prestações.

Isso também ocorre no crediário próprio e deve ser tomado uma “regra de ouro” para todos que vendem a prazo no varejo:

Quanto maior o parcelamento, maior o risco do cliente ficar inadimplente.

Quando estamos tratando de análise de crédito e taxas de cartão private label é importante entender outra coisa muito importante:

Se você buscar apenas por taxas baixas não terá condições de obter bons resultados de vendas! Isso por que a administradora do cartão terá pouca margem para suportar uma eventual inadimplência.

Rejeição do cartão

Diante das altas taxas de juros cobrados pelas operadoras, o consumidor brasileiro passou a ser muito seletivo na hora de contratar um novo cartão.

Geralmente, a primeira reação dos clientes quando sua loja oferece um cartão de crédito, é de rejeição e dúvida.

“Será que vale a pena?”

Bem… coloque-se no lugar dele:

Quantos cartões de loja você possui?

Quantos destes você realmente usa?

Questiono isso pois o cliente também não gosta de ficar carregando vários cartões “inúteis” na carteira (e nem de pagar várias anuidades).

?

Para encerrar, acho que já ficou clara a diferença entre cartão private label, co-branded e crediário no carnê, não é mesmo?

Então vou fazer uma última provocação:

Você já experimentou perguntar para o seu cliente se ele prefere ter MAIS UM cartão de loja ou a possibilidade de pagar no carnê?

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Terei o maior prazer em te mostrar como trabalhar com crediário próprio pode ser o grande diferencial para o sucesso do seu negócio.

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