O risco de crédito pode ser entendido como um cálculo que analisa o perfil de um consumidor ou empresa, baseado em diversas informações financeiras. Os dois fatores do risco de crédito são a diminuição do risco e a proteção financeira da empresa a longo prazo. Saiba mais!
No mercado financeiro, são muitas as empresas que sofrem com a inadimplência de clientes e com o desequilíbrio do fluxo de caixa. O cenário dessas organizações poderia ser diferente se elas tivessem realizado uma análise do risco de crédito adequada.
Você sabe o que é risco de crédito e como ele funciona? Confira a seguir tudo sobre o assunto e descubra a importância do risco de crédito
O que é risco de crédito?
No mundo das finanças, o conceito de risco de crédito pode ser entendido como a probabilidade de existir alguma falta de quitação do cliente em relação a uma dívida, resultando em perdas financeiras para o credor.
Pode ser entendido também como o risco de não haver o pagamento parcial ou integral do saldo devido por uma pessoa ou organização, quando estes realizam um empréstimo e/ou financiamento.
Resumidamente, o percentual de risco de crédito indica se existem chances altas ou baixas de uma pessoa honrar com o compromisso financeiro que assumiu anteriormente.
Como evitar o risco de crédito?
O risco de crédito pode ser evitado com estratégias que visam analisar os clientes antes de conceder créditos para empréstimos, investimentos e financiamento.
Como avaliar risco de crédito?
O risco de crédito pode ser avaliado por meio de uma análise da situação financeira do cliente, consultando informações via CPF, CNPJ e outros documentos.
Quais são os 6 C’s de crédito?
Hoje em dia, existem muitas informações e métodos disponíveis para que as empresas possam analisar o risco de crédito. Com a análise dessas informações financeiras, as organizações conseguem entender se o risco realmente existe ou não.
Visando facilitar a análise do risco de crédito, existe o conceito de 6 C’s de crédito. No caso, os 6 C’s explicam, por meio de seis palavras, como as empresas podem definir o risco de crédito e tomar decisões mais seguras.
Confira a seguir quais são os 6 C’s do crédito:
Caráter
A 1ª etapa dos 6 C’s do crédito é o caráter. Nela, é analisado o histórico financeiro do cliente. Por meio dele, as empresas conseguem consultar registros em órgãos de proteção ao crédito, protestos em cartórios e ações judiciais.
Essas consultas contribuem para o cálculo do risco de crédito.
Capacidade
A capacidade compreende a possibilidade do cliente cumprir com o pagamento de uma dívida. Nesta etapa, a empresa pode avaliar o perfil da pessoa devedora, bem como seu histórico financeiro, visando encontrar possíveis limites para novas dívidas, contribuindo também para o cálculo do risco de crédito.
Capital
A 3ª etapa dos C’s do crédito é o capital. Nesta etapa, é analisado o patrimônio líquido da pessoa/entidade que solicitou o crédito. Para essa análise, certas empresas conseguem solicitar alguns documentos, como a declaração do imposto de renda, por exemplo.
Colateral
Durante a etapa colateral, a empresa pode analisar se existe ou se é necessário algum tipo de garantia de pagamento no futuro. Certas organizações de crédito permitem que as pessoas usem automóveis, imóveis e outros ativos como garantia, visando reduzir o risco de crédito.
Condições
As condições, como o nome já indica, compreendem a etapa em que as empresas avaliam as condições da solicitação do crédito. No caso, analisando quem solicitou, qual será a finalidade e as taxas de juros, como está a inflação no momento, entre outros.
Conglomerado
A última etapa dos 6 C’s do crédito é o conglomerado. Nesta etapa, o foco são as análises de risco de concessão de créditos para empresas. No caso, é analisada a situação econômica de outras empresas que fazem parte do mesmo grupo da organização que solicitou o crédito.
Exemplos práticos de risco de crédito
Baseado em seu próprio conceito, entenda que o risco de crédito está presente onde existe a chance de não haver o pagamento de uma dívida ou o risco de um devedor não cumprir com suas obrigações financeiras.
Confira a seguir alguns exemplos práticos de risco de crédito:
Em empréstimos
Neste cenário, a empresa credora pode autorizar determinado empréstimo. Porém, sem ter qualquer tipo de garantia de que receberá os pagamentos. No caso, entende-se que a organização está exposta ao risco de crédito.
No cartão de crédito
Nesta situação, as operadoras de cartão de crédito liberam um limite específico para cada usuário, permitindo o parcelamento das compras. Com essa liberação do limite de crédito, sempre há algum nível de risco de não pagamento das futuras dívidas.
Leia também: Como calcular limite de crédito para clientes e garantir o recebimento da venda no crediário
Em lojas com parcelamento no crediário
O parcelamento direto ocorre quando o lojista permite que o cliente divida o pagamento de uma compra sem a necessidade de intermediação de instituições financeiras, como bancos ou operadoras de cartões de crédito. Nesse caso, o risco de inadimplência é assumido pelo lojista.
Em contratos de aluguel
Quando um imóvel é alugado, o proprietário ou a imobiliária responsável confiam que a pessoa que está alugando cumprirá com todos os pagamentos, dentro do período determinado pelo contrato. Neste cenário, também há a chance de não pagamento das dívidas.
Qual a importância da análise de risco de crédito?
A análise do risco de crédito desempenha um papel muito importante no setor financeiro, porque permite que as empresas e instituições financeiras avaliem e controlem os riscos associados a diferentes tipos de empréstimos, investimentos e até mesmo transações de crédito.
Graças à análise do risco de crédito, é possível diminuir a possibilidade de perdas financeiras das empresas e instituições. Afinal, ninguém quer correr o risco de emprestar determinado valor e não recebê-lo de volta no futuro, não é mesmo?
- Leia também: Como melhorar a análise de crédito na sua loja;
Visando ajudar as pessoas e empresas a entender o risco de crédito dos clientes, birôs de crédito como SPC, Serasa e SCPC Boa Vista realizam análises financeiras que permitem a consulta do score de crédito por meio do CPF dos clientes. O Meu Crediário é uma alternativa ainda mais completa, pois engloba consultas em todos esses birôs e conta com um score próprio, desenvolvido com uma inteligência voltada para o varejo.
Com esse indicador, é possível avaliar as probabilidades de um cliente realizar os pagamentos em dia ou não cumprir com as dívidas no prazo estipulado em contrato. No varejo, os birôs de crédito são amplamente utilizados para aprovar vendas parceladas, que são uma prática comum no setor.
Ao consultar o score de crédito, as empresas conseguem avaliar se o consumidor tem um histórico de pagamentos confiável, ajudando a evitar inadimplências e a garantir que o parcelamento seja concedido de forma segura e responsável.
Sabendo disso, confira a seguir algumas informações que mostram a importância de fazer uma boa análise do risco de crédito:
Relacionado: O que é birô de crédito
Avalia o perfil do cliente
Graças ao cálculo do risco de crédito, é mais fácil avaliar o perfil do cliente. Dessa forma, as empresas têm mais segurança na hora de conceder um crédito. Afinal, elas podem conhecer muito melhor quem está solicitando o crédito.
Promove condições de pagamento personalizadas
Uma das vantagens oferecidas pela análise do risco de crédito é a promoção de condições de pagamento personalizadas para consumidores com baixo risco.
Se o risco de emprestar crédito é baixo, entende-se que não há motivo para que as condições de pagamento sejam limitadas. Por esse motivo, muitas empresas criam políticas de pagamento personalizadas para os clientes com baixo risco de crédito.
Reduz a chance de inadimplência
A análise do risco de crédito também contribui para a diminuição da chance de existir inadimplência entre os clientes.
Afinal, se o crédito é concedido somente quando as chances de pagamento são vantajosas, isso indica que as empresas terão menos clientes devedores.
Como funciona a análise de risco de crédito?
De nada adianta as pessoas e empresas entenderem o que é o risco de crédito sem saber como ele funciona na prática, não é mesmo?
Sabendo disso, confira a seguir o passo a passo como a análise de risco de crédito funciona:
1º) Análise
O primeiro passo é a verificação da situação financeira atual de quem solicitou o crédito, seja uma pessoa física ou jurídica.
No caso, é analisada não só a renda do solicitante, bem como seu relacionamento com a empresa, seus históricos de pagamentos e outras informações relevantes para a análise do risco de crédito.
2º) Classificação
O segundo passo é classificar os clientes solicitantes em grupos de risco, que variam conforme as chances de não cumprirem os pagamentos futuros.
Clientes com histórico de atrasos, inadimplência em compras anteriores ou pontuação baixa no score de crédito podem ser classificados como de maior risco.
3º) Decisão
O terceiro e último passo é a decisão do credor. No caso, ele deve decidir o que fará em relação à solicitação do crédito. Geralmente, as opções são:
- Conceder o crédito solicitado;
- Não conceder o crédito solicitado;
- Conceder o crédito, porém com um valor inferior ou com condições diferentes das solicitadas (taxas de juros mais elevadas, prazos mais curtos, entre outras).
Quais são as consequências de não fazer a análise do risco de crédito?
Nem todo credor realiza a análise do risco de crédito antes de concedê-lo a um cliente, elevando os riscos do negócio. Essa prática não é recomendada. Afinal, a concessão de crédito deve ser uma ação muito bem planejada e fundamentada em dados.
Confira a seguir as consequências de conceder um empréstimo e/ou financiamento sem fazer a análise do risco de crédito:
Redução da previsibilidade do negócio
Uma das principais consequências de conceder um crédito sem uma análise do risco é a redução da previsibilidade financeira.
Se a empresa tem muitos clientes inadimplentes, é mais complicado antecipar como as entradas financeiras acontecerão. O motivo disso é o fato do cliente permanecer inadimplente durante certo período, mas realizar o pagamento logo em sequência.
- Confira o e-book: Como reduzir o risco de crédito usando a tecnologia;
Muitas vezes, os clientes optam por manter a inadimplência até que as empresas tomem medidas cabíveis. Essa situação impede a projeção financeira das organizações, já que não existem garantias de quando o pagamento das dívidas será realizado.
Aumento da inadimplência
Se por um lado, há uma redução na previsibilidade financeira. Do outro, uma das consequências da falta da análise do risco de crédito é o aumento da inadimplência.
Ao oferecer crédito sem fazer uma análise eficaz do perfil de quem está solicitando, as empresas aumentam os riscos dos seus próprios negócios. Inclusive, em casos que os clientes tenham um bom histórico, porque isso nem sempre é mantido no decorrer dos anos.
Dessa maneira, ao conceder um crédito baseado somente na confiança, as organizações aumentam as chances de ter problemas com inadimplência.
Caso aconteçam mudanças no mercado, como uma crise econômica a nível nacional, por exemplo, os índices de inadimplência sempre disparam. Além disso, é claro, há também o perigo de quebra de confiança entre clientes e organização.
Desequilíbrio do fluxo de caixa
Outra consequência da não realização da análise do risco de crédito é o desequilíbrio do fluxo de caixa. Afinal, ele está ligado à relação entre o volume de capital movimentado pela empresa.
Mesmo em cenários em que o número de vendas é bom, a entrada de recursos financeiros será insuficiente para manter os negócios da empresa em pleno funcionamento sem o devido controle necessário.
No caso, saiba que existem diversos problemas relacionados ao desequilíbrio do fluxo de caixa, como a falta de recursos para pagar fornecedores, despesas fixas, renovar o estoque de produtos, entre outros.
Redução da competitividade do negócio
A falta de uma análise do risco de crédito também implica na redução da competitividade do negócio. Afinal, quanto maior a inadimplência, maior é a necessidade da empresa financiar as operações dos clientes.
Neste cenário, as empresas precisam utilizar recursos próprios para continuar em atividade. Geralmente, o capital de giro. Dessa forma, as organizações acabam gastando o dinheiro que poderia ser direcionado para investimentos em busca de melhorias e inovações, por exemplo.
Se as empresas concorrentes realizarem uma concessão de crédito apropriada, ou seja, feita após uma análise do risco, elas provavelmente não terão problemas, o que possibilita a abertura de espaço para novos investimentos.
Dessa forma, é simples entender como a falta de uma análise de risco de crédito pode ocasionar na redução da competitividade da empresa. Inclusive, em resultados abaixo do esperado.
Mais problemas com os consumidores
Outra consequência da não realização da análise do risco de crédito é o aumento no número de problemas com os consumidores.
Entenda que a concessão de crédito é uma medida que as empresas adotam para atrair, motivar e até mesmo fidelizar clientes.
Porém, se essa concessão não é feita adequadamente, ela pode ocasionar efeitos completamente contrários ao esperado, uma vez que um erro de análise pode provocar a inadimplência do cliente e, futuramente, a necessidade de uma cobrança.
Em muitos casos, os clientes, mesmo que inadimplentes, não gostam de ser cobrados pelas empresas. Nesta situação, é comum que aconteçam conflitos com essas pessoas, o que faz com que os resultados sejam opostos aos esperados pelas organizações.
O que é gestão de risco de crédito?
A gestão de risco de crédito pode ser entendida como a maneira que cada empresa prevê o descumprimento de acordos, bem como os impactos para os setores envolvidos e as ações que deverão ser implementadas para minimizar os danos provocados por esse descumprimento.
Como funciona?
A gestão de risco de crédito desempenha um papel crucial na análise, monitoramento e controle dos riscos associados a empréstimos e financiamentos. Embora pareça um processo complexo, ele pode ser simplificado com o uso de estratégias bem definidas e ferramentas automatizadas. No dia a dia do varejo, por exemplo, isso se reflete diretamente em operações como vendas parceladas por carnês de crediário.
Para implementar essa gestão de maneira eficaz, é fundamental construir uma cultura sólida de crédito dentro da empresa. Isso inclui capacitar as equipes para identificar riscos, administrar processos de análise com transparência e garantir que a comunicação entre os departamentos e os clientes seja clara e eficiente. Assim, decisões mais precisas e seguras tornam-se possíveis.
- Leia também: Gestão de risco de crédito no varejo: como fazer?;
Como uma gestão de risco de crédito pode beneficiar seu negócio?
Uma boa gestão de risco de crédito traz inúmeros benefícios. Ela não só aumenta a confiança de clientes, credores e investidores, mas também promove a estabilidade do negócio, garantindo um ambiente financeiro mais seguro. No setor varejista, por exemplo, é o que permite a oferta de parcelamentos com menor risco de inadimplência.
Além disso, alinhar as análises de crédito às políticas internas da empresa ajuda a otimizar a operação e a promover um crescimento sustentável, seja utilizando um crediário próprio (com capital da loja) ou terceirizado (com análise conduzida por uma empresa especializada).
Mapeamento do histórico financeiro do cliente
Um dos primeiros passos na gestão de risco de crédito é analisar o histórico financeiro do cliente. No varejo, isso ajuda a identificar atrasos ou inadimplências anteriores, classificando os consumidores em diferentes perfis de risco. Essa análise pode ser feita com base em informações como CPF ou CNPJ.
Imagine uma loja de calçados, por exemplo, avaliando o cadastro de um cliente que deseja parcelar suas compras. Consultar dados financeiros prévios e possíveis dívidas permite que a loja tome decisões de forma ágil e segura, reduzindo riscos.
Checagem de informações do cliente
A conferência detalhada das informações jurídicas e pessoais do cliente é outra etapa essencial. Isso inclui verificar documentos como RG, CPF, contrato social e até mesmo endereços de filiais ou sedes no caso de empresas.
No caso de lojas que utilizam crediário próprio, esse processo é ainda mais importante para garantir que a análise de crédito seja confiável. Além disso, checar essas informações pode revelar inconsistências ou possíveis processos judiciais, protegendo o negócio.
Avaliação automatizada
Automatizar o processo de análise de crédito é um grande diferencial. Ferramentas especializadas, como o software Meu Crediário, permitem cruzar dados do cliente com as políticas internas da empresa, acelerando decisões e reduzindo erros humanos.
Leia também: Por que investir em uma ferramenta de análise de crédito vai deixar seu crediário mais seguro?;
Um bom exemplo disso são lojas de roupas ou móveis que oferecem parcelamento. O uso de um sistema automatizado garante mais segurança, decisões mais rápidas e melhora a experiência do cliente – um diferencial competitivo no varejo.
Cálculo correto do risco de crédito
O cálculo do risco de crédito não segue uma fórmula exata, mas requer atenção aos dados financeiros e alinhamento com as políticas internas. No varejo, especialmente para lojas que utilizam carnês de crediário, isso significa combinar informações de CPF ou CNPJ com critérios bem definidos.
Por exemplo: imagine uma loja de eletrodomésticos avaliando se deve conceder crédito por meio de um sistema próprio ou terceirizado. Enquanto no crediário próprio o controle é feito internamente, muitas vezes com suporte de softwares especializados, no terceirizado a responsabilidade fica com uma empresa parceira, que realiza a análise e define os critérios de aprovação.
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