A inadimplência é um fato nas lojas, mas como se preparar para pessoas deixando de pagar no varejo? Conheça a PDD: a estratégia para sua empresa se preparar para quem não paga!
Todos sabemos que lidar com crediário próprio é uma ótima opção para o crescimento do negócio. Porém, conceder crédito é algo que exige confiança, não? E é comum que às vezes, mesmo com uma boa análise de crédito, o cliente deixe de pagar.
Na experiência da nossa plataforma, dá para dizer com confiança que é impossível lidar com uma situação de “inadimplência zero” no seu negócio. Por isso, muitos lojistas ficam em dúvida de como diminuir as perdas de quem deixa de honrar suas dívidas.
É aí que entra uma ferramenta importantíssima para proteger seu negócio: a provisão para devedores duvidosos (PDD), que recentemente passou por diversas reestruturações e é um jeito seguro de incluir essas perdas no preparo da sua loja.
Nosso time de especialistas preparou um artigo completo explicando o que é PDD, quais as suas atualizações e como calculá-la. Confira!
Disclaimer: Esse conteúdo tem caráter educativo. Ele não substitui a conversa com seu contador.
O que realmente é a PDD?
A Provisão para Devedores Duvidosos (PDD) é uma reserva de valores, feita antes do início de cada exercício contábil, que servirá para cobrir uma eventual inadimplência dos clientes.
A ideia é deixar a loja protegida para suportar as perdas financeiras causadas por dívidas não recebidas durante aquele período.
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Na contabilidade, uma provisão nada mais é do que um lançamento de valor como se fosse uma despesa, sem que ainda seja. Embora não se caracterize como despesa incorrida, é contabilizada como se fosse uma expectativa de despesa futura.
Ou seja: é como um “seguro interno” que protege seu negócio do risco inevitável da inadimplência, trazendo conforto financeiro para saber qual seu lucro real.
Também é preciso dizer que a PDD passou a ser chamada por outro nome: Perdas Estimadas em Créditos de Liquidação Duvidosa (PECLD), que traz algumas mudanças em como a gente entende o cálculo dessa taxa.
Da PDD para a PECLD: O que mudou na contabilidade?
A mudança de termos aconteceu especialmente com a introdução da PECLD pelo Comitê de Pronunciamentos Contábeis (CPC) em sua norma técnica de número 48.
Essa normativa ficou conhecida como CPC 48 e trouxe uma grande mudança no cálculo de perdas pela inadimplência. Enquanto o PDD traz um modelo de perdas quando acontecem (modelo de perda incorrida), o PECLD hoje prevê a perda no momento da venda (modelo de perda esperada).
Na prática, isso significa que seu negócio já conta com a perda na hora que vende, antes de ter uma “reserva” quando o cliente deixa de pagar.
Apesar da mudança, muitos lojistas ainda usam o termo PDD para definir essa forma de segurança na loja, o que significa que no dia a dia do negócio é normal utilizar um termo ou outro.
Como calcular a Provisão para Devedores Duvidosos (Passo a Passo)
Calcular a PDD pode parecer complicado, mas existe um caminho para isso ser feito.
Como indica estudo feito pela FGV, a PDD pode ser aplicada no varejo com segurança e é uma das melhores ferramentas para lidar com a eventual inadimplência.
Abaixo te mostramos um jeito prático de calculá-la:
- Análise do Histórico de Inadimplência
O primeiro passo é entender como esteve a taxa de inadimplência no seu negócio nos últimos 12 e 24 meses.
Entendendo esse histórico, é possível compreender:
- Se a taxa de inadimplência esteve muito elevada neste período;
- O quão grande foi a perda de lucro real no último período;
- Medidas alternativas para reduzir essa taxa, como vendas parceladas.
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- Segregação por faixas de atraso
Após compreender qual o histórico de inadimplência da sua loja, é importante entender quais as faixas de atraso de quem deixou de pagar.
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Isso influencia diretamente as perdas do seu negócio. Pense assim: se a ideia é cobrir as perdas causadas por clientes inadimplentes e isso ocorre nas compras a prazo, quanto mais tempo o cliente fica sem pagar maior o saldo negativo, não?
Por isso, é importante entender onde se concentram as dívidas: nos 30, 60 ou 90 dias após a compra, por exemplo. Todas elas terão percentuais de perdas diferentes.
Exemplo prático do cálculo da PDD
Para calcular a PDD em números, é preciso calcular o total de vendas no crediário e multiplicá-la pela porcentagem de perdas no histórico de inadimplência.
Assim, o cálculo fica como segue abaixo:
PDD = Vendas no crediário x % Histórico de Inadimplência
Pensando que o total de vendas no crediário em um ano foi de R$ 100 mil e a taxa de inadimplência totalizou 4%, o cálculo fica o seguinte:
PDD = R$ 100.000 x 4%
PDD = R$ 100.000 x 4/100
PDD = R$ 100.000 x 0,04
PDD = R$ 4.000
Simples, não? A partir deste cálculo, a PDD estimada para o mês seguinte deve ser de R$ 4.000.
Como o Meu Crediário ajuda a reduzir a sua necessidade de PDD?
A plataforma Meu Crediário auxilia em uma análise de crédito completa, simples e rápida do histórico de inadimplência na hora de vender. Contando com a nossa plataforma, é possível:
- Analisar o crédito do cliente na hora da venda com segurança;
- Impedir erros na análise a partir de treinamentos especializados;
- Reduzir a PDD e aumentar o lucro real da sua empresa.
Se você ainda está em dúvida sobre qual o parceiro ideal para ajudar no crescimento do seu negócio auxiliando em soluções de crediário próprio, não tenha mais dúvidas.
Consulte os especialistas do Meu Crediário e venha conhecer uma maneira responsável de fazer sua loja crescer!
Dúvidas Frequentes
PDD é despesa ou custo?
A PDD conta no seu faturamento como uma despesa operacional. Por ser justamente um dinheiro despendido para cobrir perdas eventuais na inadimplência, ela conta como um gasto necessário para o funcionamento da loja.
Qual a diferença entre PDD e PECLD?
A diferença está no modelo utilizado para o cálculo. Enquanto o PDD traz um modelo de perdas quando acontecem (modelo de perda incorrida), o PECLD hoje prevê a perda no momento da venda (modelo de perda esperada). Porém, no dia a dia da loja, ambas funcionam de maneira similares.
Posso deduzir impostos com a PDD/PECLD?
A Receita Federal entende que a PDD pode servir para deduzir impostos, mas estabelece que a loja deve ter bem clara quando e de quanto foram as perdas acumuladas (ex: dívidas até R$ 15.000,00 vencidas há mais de 6 meses). A dica principal é sempre consultar seu contador.








