7 erros que podem estar prejudicando o seu crediário

O crediário ainda é uma ferramenta financeira muito utilizada no Brasil, mesmo com o maior acesso a cartões de crédito e a empréstimos. É por isso que muitas lojas fornecem o crediário como forma de pagamento. Os bancos estão mais rigorosos para conceder crédito e, por isso, o carnê está voltando a fazer sucesso.

O crediário foi o motor de crescimento de redes como as Casas Bahia – e a mesma ferramenta pode ajudar varejistas dos mais diversos setores, de calçados e confecções a óticas, por exemplo. Mesmo que mais da metade das vendas do comércio sejam feitas no cartão (seja ele de débito ou crédito), é preciso ter em mente que nessa modalidade os lojistas têm uma desvantagem: é a administradora do cartão e não você que tem acesso a informações preciosas como os hábitos de consumo dos seus clientes, potencial de compra e comportamento. Esses dados são essenciais para manter o relacionamento com seus consumidores no longo prazo.

No entanto, alguns erros podem prejudicar o bom funcionamento do crediário na sua empresa. Nós listamos abaixo 7 erros que podem estar prejudicando esse sistema em sua loja. Tome nota e fique atento para corrigi-los antes que aquilo que poderia alavancar seus negócios se torne uma dor de cabeça!

Achar que o cartão é melhor do que o carnê

As duas modalidades têm seu espaço e uma não compete com a outra. Se o cartão dá agilidade, comodidade e facilidade na hora de pagar, o carnê fideliza o cliente e põe sua marca dentro da casa do seu consumidor – e isso ajuda a estreitar o relacionamento. A chance de o consumidor voltar à loja para pagar o crediário, dar uma olhada na nova coleção que você recebeu e acabar fazendo novas compras aumenta muito!

Não fazer uma análise de crédito do cliente

O crediário já ultrapassou o cartão de crédito como motivo de calote e atualmente é a principal forma de pagamento que leva o consumidor à inadimplência. A informação é de uma pesquisa do perfil do inadimplente realizada pela Boa Vista SCPC. O crediário é uma ótima maneira de incentivar as vendas, mas não dá para o lojista assumir riscos desnecessários.

Cobrar juros abusivos

Com o carnê você escapa do aluguel das máquinas de cartão e das taxas que as operadoras cobram e, assim, consegue fazer um preço mais camarada para o seu cliente. Se uma loja que trabalha com roupas e calçados cobra um juro absurdo em suas parcelas do crediário, o cliente não vai se sentir atraído para comprar nessa modalidade. Vai preferir chorar um desconto a vista ou pagar no cartão – e quem podia voltar várias vezes à sua loja pode se tornar apenas mais um cliente ocasional.

Não incentivar o consumidor a voltar à loja

Como citamos acima, pagar as parcelas do crediário na loja incentiva novas compras e ajuda a fidelizar o cliente. O relacionamento com os consumidores é a principal arma que o lojista tem para tocar seu negócio, principalmente em momentos de crise. A venda com carnê ajuda a estreitar esse relacionamento. A fidelidade do cliente com a loja tem que começar na compra e para isso é preciso ter atendimento de qualidade e de serviço, além de bom preço, é claro. O carnê sozinho não faz milagres. Não veja o consumidor como um cliente de um dia só. Plante a venda e faça a pessoa ter vínculo com a sua loja.

Não ter um fluxo de caixa equilibrado

Se você não tem uma boa gestão de compras, estoque e vendas, meu amigo, você está fadado ao fracasso. Imagine uma ótica cujos gestores tenham uma noção incrível de estética, inovação e design para escolherem seus produtos, mas têm uma péssima gestão financeira, não se preocupam em buscar fornecedores com preços competitivos, não controlam bem seu estoque ou não controlam os pagamentos do crediário de maneira eficiente. Essa loja não conseguirá se posicionar bem no mercado, por melhores que sejam seus produtos. Conhecer e administrar bem a situação financeira da sua empresa, saber quais são suas contas a pagar e a receber é absolutamente essencial.

Não investir em tecnologia

Existem ferramentas no mercado que podem ajudar a distinguir maus pagadores de bons pagadores. Elas cruzam os dados do consumidor e informam a situação financeira de maneira rápida. Alguns programas usam dados pessoais do cliente, como a capacidade de endividamento pelo perfil do cliente e assim pontuar a qualidade e risco da venda.

Não saber lidar com a inadimplência

As pessoas estão endividadas e a inadimplência está diluída em vários segmentos. Há inadimplentes que perderam o emprego e aqueles que assumiram uma dívida maior do que aquela com a qual poderiam arcar. Para lidar com a inadimplência é preciso ouvir o cliente e entender as razões do atraso no pagamento, oferecer novas condições para que ele quite a dívida (como um abatimento ou uma ampliação no prazo) e deixar a porta aberta para que ele volte a comprar na sua loja.

E então, ainda está cometendo algum desses erros ou ficou com dúvida sobre como agir em alguma dessas situações? Conte sua experiência nos comentários!

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